Durante evento com gestores municipais em Nova Odessa, interior de São Paulo, o Ministro Milton Ribeiro (Educação) disse que não adianta os jovens buscarem diploma universitário, porque eles terminam os cursos, ficam endividados e sem emprego.

Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do FIES que é um instrumento útil, mas depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego”, disse o ministro.

Ao fazer essa análise, Ribeiro fez uma defesa do ensino técnico profissionalizante. "O Brasil precisa de mão de obra técnica, profissional, gente com capacidade e é nesse foco que eu quero mirar agora neste restante de mandato do presidente. Escolas profissionalizantes”.

Na defesa do seu posicionamento, ele deu o exemplo de um profissional da área da veterinária. “Moço ou a moça, elas fazem esse curso, arrumam um emprego, e aí depois elas falam assim: 'Olha, o que eu gostaria mesmo é de ser um doutor. Eu fiz um curso técnico em veterinária, já tenho meu emprego, mas eu quero ser um médico veterinário'. Pronto, aí ela tem condição de ela mesma prover a condição de fazer esse curso numa universidade depois. Mas sai empregado".

Manifestações

Enquanto o ministro participava do evento, grupos de manifestantes da União Nacional dos Estudantes (Une) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) protestaram contra a política defendida por Ribeiro. Em um dos cartazes, havia a seguinte mensagem: "Ministro, porque você odeia os estudantes?".

O ministro comentou os atos: "Essa manifestação não são (sic) de alunos que querem estudar propriamente. Se eu estivesse aqui falando que as escolas tinham que ficar fechadas, talvez muita gente não viria reclamar de mim. Mas eu quero as escolas abertas".

Bruna Brelaz, presidente da Une, usou as redes sociais para rebater as declarações do chefe da pasta.



Isac Nóbrega/Palácio do Planalto


Ministro da Educação diz que não adianta ter diploma e fazer o FIES: “Não tem emprego” (msn.com)